Vida

Vítimas clamam por um olhar!

  • Category: Notícias
  • Published: Thursday, 27 April 2017 11:14
  • Written by Júlia da Regina Sainda

chorar

 

O conceito de vítima nos remete de imediato a vítimas de violência, de criminalidade, contudo, os desempregados, também a meu ver são vítimas, dado que para além de em alguns casos terem formação e não conseguirem o enquadramento profissional, estando, neste caso, a serem vitimizados pela falta de políticas de empregabilidade, são no seu cotidiano, vítimas da exclusão social, da marginalização social, e, em algumas vezes da rejeição familiar.
Estas vítimas conforme entende Dias (1998) se transformam em dependentes a longo prazo dos seus progenitores. Das que suas famílias não possuem meios para lhes dar auxílio, entram na criminalidade, e neste sentido, alguns criminosos são vítimas; entram na prostituição como referiu uma testemunha “ Eu estou envolvida com 3 jovens, um deles é que paga tudo o que eu quero... e eu pago com tudo, não faço por gostar, as vezes choro, digo quero deixar, mas quando penso na minha mãe e na minha irmã, elas precisam do meu apoio ... por isso continuo neste sufoco” (sic.).
Quando questionada qual seria a solução adequada para que ela pudesse sair daquela situação, a mesma respondeu “ ter emprego, tenho nível médio e um curso profissional, já efetuei (2) estágios, meto CV’s mas não apanho emprego”
Uma segunda entrevistada, vítima de violência conjugal contou “ ele me mal trata porque sabe que dependo dele, se eu tivesse emprego acredito que ele iria mudar...”(sic.)
A terceira entrevistada conta que “ele me bate, agora quer que a gente vá viver juntos, se eu não aceitar vai dizer que tenho alguém... outra vez ficou sem me dar mesada para pagar a escolinha do menino porque estava zangado.... eu sei que ele faz isso porque sabe que não trabalho...” (sic.).
O quinto entrevistado relatou “ela fugiu com a nossa filha não sei para onde...ela me humilha, me joga na cara a minha condição de desempregado...tenho o nível superior, já meti CV’s mas nenhuma resposta, tentei fazer alguns negócios mas com esta crise que o País atravessa nada consigo, as coisas estão caras, estou a ficar em casa, não tenho nem o básico para dizer posso ir a capital para tentar outros caminhos... não tenho com o que pagar a renda ou coisas para comer enquanto procuro emprego lá...” (sic).
Estes dentre os muitos casos aqui não relatados, reportam a situação vivida nas nossas sociedades, uma situação que urge repensar as políticas de integração da sociedade. Trata-se que um de um problema que se expande não somente em Moçambique, mas um pouco por todo o mundo. A pergunta é, de onde começar? A verdade é que tem de se começar por algum sítio, desde a integração nos planos curriculares de temáticas inerentes ao empreendedorismo, passando pelo empowerment destas vítimas que aos a cada dia perdem a força pela procura de emprego. No sentido de capacitá-las a descobrir novos caminhos para saírem da situação deplorável a que se encontram.

Cidades - Os custos do crescimento

  • Category: Notícias
  • Published: Wednesday, 28 January 2015 21:29
  • Written by Uemerson Florêncio

CIDADES – OS CUSTOS DO CRESCIMENTO*

Uemerson Florêncio Sheikh
Todo crescimento é fruto de uma ação pensada em cima de um fino planejamento – o que pode-se chamar compreendido como: pensamento estratégico aplicado ao desenvolvimento de cidades e regiões. Logo, os movimentos que tem por finalidade proporcionar qualidade de vida para a população, terá certamente os seus diversos cursos transversais. Para tanto, é fundamental investir em três eixos amplamente complexos: A preparação, a intervenção setorial e o AREL – atração, retenção e lucratividade.

O custo da preparação – Para iniciar um processo de crescimento e desenvolvimento para uma cidade, deve-se criar esforços fundamentados nos aspectos sociais, culturais, políticos, econômicos, científicos e tecnológicos. Tudo isso para realizar uma abordagem mais eficaz perante os resultados esperados – a educação da população para proporcionar melhor compreensão da dimensão do crescimento local.

A população deve fazer parte dessa construção. Por conta disso, é hora de apresentar uma das possibilidades de caminhos que permitem esta atuação in loco. O primeiro passo, é buscar promover uma ampla sensibilização de forma setorial – cuidando a princípio da preservação do patrimônio público por meio de uma campanha educativa dirigida aos diversos tipos de públicos:

- Funcionalismo público (através de ações nas repartições públicas);

- Colaboradores da iniciativa privada (campanhas dirigidas setor de comercio, serviços e indústria);

- Estudantes e seus pais (fortalecer ações que envolvam os alunos da rede municipal e caso haja, rede estadual. Bem como, convergir ações em que os pais dos alunos interajam com a unidade escolar na qualidade de bem públicos);

- Prestadores de serviços (profissionais liberais, autônomos e diaristas);

- Produtores e trabalhadores rurais (criar equipes que elevem o tom de crescimento sustentável nas zonas rurais, pois todos são membros da mesma cidade);

- Entre outros.

A equipe gestora deve buscar uma comunicação que represente unidade oral, visual, auditiva, tátil e outras, visando fortalecer a ideia de “todos por todos para uma cidade melhor.”

O custo da intervenção setorial – Após o trabalho de levantamento das necessidades da cidade aliada avaliação da capacidade para realização de investimentos nas mais diversas esferas da infraestrutura, a citar:

- Logística de transporte e escoamento da produção através dos modais rodoviários, portuários, ferroviários e aeroviários;

- Construção de estradas e rodovias amplamente sinalizadas;

- Requalificação do sistema de água, luz, esgoto;

- Revitalização e construção de praças, calçadas, áreas verdes;

- Recuperação dos biomas marinhos e terrestres (conjunto de biodiversidades em determinada área), revitalização do meio ambiente (fauna e flora) e preservação dos lençóis freáticos;

- Revitalização e construção de postos para saúde na família, hospitais aparelhados para suprir demandas de média complexidade com médicos capacitados para realizar consultas, procedimentos, atendimentos de urgência e emergência.

- Revitalização e construção da rede de colégios, creches, bibliotecas, centros de promoção e difusão da cultura regional em todos os espaços públicos prover com os respectivos profissionais e equipamentos que ponham a organizações ampla condição de funcionamento.

- Modernização e ampliação da cobertura telefônica e internet com o estímulo para que a iniciativa privada implante seus sinais mediante solicitação direta ou judicial, por se tratar de um serviço classificado como essência para a população. Da mesma forma se aplica aos outros serviços de utilidade pública: Bancos públicos e privados, correios, posto da previdência social, hotéis, pousadas, distribuidor de gás, entre outros.

Os custos com o AREL – atração, retenção e lucratividade – Seguindo a cartilha da preparação dos moradores da cidade, surge a oportunidade para atrair e manter visitantes para a cidade. A grande relevância desta iniciativa está na oferta de serviços e divulgação das potencialidades naturais. De certa forma, você fomenta algumas modalidades de turismo, a saber:  De negócios, ecológico, religioso, histórico, eventos e outros. O objetivo é estimular o consumo através de um conjunto de ações promocionais que posicione o município no cenário regional.

Atração: Sem cores, sons, comunicação, movimentos, natureza, comida, bebida, lugares belos e pessoas simpáticas não dá para promover atratividade convincente suficiente a ponto de gerar divisas que sustente uma cidade, por conta disso, são necessárias ações sistemáticas e harmônicas no sentido de garantir a materialização de tais anseios, mesmo porque, há milhares de cidades no Planeta e porque uma é mais atrativa que a outra?

É necessário criar um “Programa de Boas-Vindas” que seja capaz de ser traduzido e absorvido pelas pessoas de forma a consolidar uma imagem não desgastável. Essas iniciativas poderão ser vistas desde a chegada de um turista ao balcão para a compra do seu bilhete de viagem na rodoviária, passando pelo motorista do ônibus que o conduz a cidade, a chegada deste na rodoviária com equipe atuando em rodízio para garantir o receptivo, prosseguindo assim com inúmeras ações outras que podem contribuir para um melhor reposicionamento de imagem positiva.  

Retenção: Este é um dos vetores mais decisivos numa campanha de desenvolvimento local, mesmo porque está diretamente ligado a educação, costumes e valores culturais de uma localidade. Uma das preocupações está na excelência no atendimento aos visitantes e o inter-relacionamento entre os moradores da cidade destino.

Lucratividade: É o momento em que a cidade passa a arrecadar (taxas, tributos e impostos) a partir dos investimentos realizados nela. O ambiente empresarial revitaliza a saúde financeira das suas empresas, gerando emprego e renda, (clássica movimentação econômica a partir da relação da oferta e procura).  

Conclusão: Crescer é um processo sistematicamente pensado, pesquisado, planejado, executado e avaliado para acompanhar os resultados visando melhorias contínuas.

*Autor: Uemerson Florêncio – Empreendedor. Brasileiro, nascido em Salvador-Bahia. Atua com reposicionamento de pessoas, negócios e Desenvolvimento de Cidades. Diretor do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Khalifa Business, agência de negócios. Área de concentração acadêmica: Comunicação e marketing pela Universidade Salvador – UNIFACS. Faz estudos de Cultura Árabe com foco para Abu Dhabi e Dubai nos Emirados Árabes Unidos, pesquisa relações internacionais entre países desenvolvidos e faz intercâmbios com países de língua portuguesa na África. This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. / www.facebook.com/uemerson.florencio

Agora

  • Category: Notícias
  • Published: Sunday, 13 October 2013 17:29
  • Written by Vida

“Agora é o seu mais belo momento de realizar o bem. Ontem passou e amanhã está por vir.

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